A Gartner divulgou uma pesquisa que aponta as principais tendências em cibersegurança para 2017 e 2018. Entre elas está a segurança na nuvem, que se tornará prioridade na maioria das empresas.  De acordo com o estudo, a crescente demanda das organizações por serviços de nuvem compartilhada pode deixar a tecnologia mais instável e insegura.

Uma outra pesquisa da McAfee Labs sobre ameaças cibernéticas também já revelou que a maior adesão aos serviços de nuvem pública e privada se torna um ponto de interesse para cibercriminosos. Entre os principais riscos está o ransomware, com a interrupção do acesso à nuvem e solicitação de resgate para restaurar a comunicação.

Além disso, os principais prejuízos estão relacionados à continuidade dos negócios e ao sigilo das informações. Com a comunicação com o provedor de nuvem interrompida, os processos ficam paralisados e as informações vulneráveis.

Como se proteger

Conforme a Gartner, para se prevenir contra os riscos, as empresas deverão criar diretrizes de segurança para o uso de nuvem pública e privada. Os especializas em segurança deverão decidir em quais provedores de nuvem irão confiar.  Para as empresas que ainda estão em processo de migração, a decisão deve vir acompanhada de um planejamento que considere fatores técnicos e de segurança e que mostre os impactos que essa migração pode trazer para a organização.

Nessa hora é fundamental analisar, por exemplo, as soluções de backup oferecidas pelo servidor e solicitar a criptografia de todo o processo para garantir o sigilo das informações. Uma análise de risco também pode ajudar a levantar os requisitos de negócio e avaliar os impactos em caso de uma indisponibilidade da comunicação com o provedor e um eventual vazamento de dados.

Outro ponto importante é a realização de auditorias periódicas para garantir que sejam cumpridos todos os requisitos de segurança. A organização pode solicitar ao provedor de nuvem relatórios de auditorias independentes em seus ambientes.